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Empoderados - Um estudo de UX sobre empoderamento da pessoa negra no mercado de trabalho.

A população preta do país recebe menos que os brancos e é maioria nos setores da economia com baixa remuneração.
Entre os principais obstáculos para a inserção estão o preconceito e dificuldades de acesso à educação.
Mas especialistas reconhecem que, pouco a pouco, os negros têm ganhado espaço nas empresas que promovem ações em prol da diversidade.

Desafio Inicial

Como garantir igualdade e empoderar pessoas negras no mercado de trabalho?

Esse tema nos foi proposto durante o Botcamp de formação em UX da Tera. Trabalhei com uma equipe de 4 pessoas e o processo foi construído ao longo das aulas.

Começamos pelo Desk Research buscando mais informações disponíveis na mídia.

Dados do IBGE mostram que 54% da população brasileira é negra.
(IBGE)

Negros ocupam só 6,3% dos cargos de gerência em 23 grandes empresas.
(Uol)

Programa de trainees do Magazine Luiza terá apenas candidatos negros
(InfoMoney)

Negros são maioria entre desocupados e trabalhadores informais no país
(Agência Brasil)

Elaboramos então uma MATRIZ CSD para alinhar o que tínhamos de informações e questionamentos.

A partir da nossa Matriz CSD, seguimos para nossa pesquisa afim de levantar mais informações sobre quem são essas pessoas.

Perguntamos dados demográficos como: Sexo, Idade, nível de escolaridade, se estudou na rede pública ou privada.

Porém percebemos que essas informações nos deu um falso parâmetro devido ao número baixo da amostragem.

Mas nossa pesquisa nos ajudou a elucidar uma dúvida sobre a ampla divulgação das vagas exclusivas. 

Nós perguntamos: “Você já participou ou já ouviu falar de programas de empregos exclusivos para pessoas negras ou pardas?

E descobrimos que a maioria não tinha conhecimento.

Ainda sentíamos que faltava informações para o desenvolvimento do projeto.

Partimos para uma nova pesquisa e as respostas nos trouxeram mais clareza do caminho a seguir.

Dessa vez questionamos qual o SIGNIFICADO de Empoderamento no Mercado de Trabalho para as pessoas negras/pardas.

Aqui outra das nossas questões foi resolvida: As pessoas não buscam apenas estar empregadas para se sentirem empoderadas, elas querem ser respeitadas, querem ter voz ativa, querem representatividade.

Com essas informações criamos nossa PERSONA.

FERNANDA

Tem 25 anos, é Doceira / Boleira e vive na periferia do RJ
 

É engajada com as causas da sua comunidade, participa de projetos sociais, usa suas redes sociais para se posicionar e mostrar para outras mulheres que elas também podem. 

Fernanda é feliz, cheia de vida, focada, esforçada, adora estar com pessoas e ajudar. Um dos seus maiores receios é ser questionada somente por ser negra e mulher, não ter voz e reconhecimento. 

Um dos seus maiores desejos é arrumar um emprego em uma empresa com representatividade, onde ela se sinta respeitada e confiante para fazer a diferença. 

Desafio reformulado:

Como uma pessoa negra pode conseguir trabalho em uma empresa onde ela se sinta empoderada?

E para solucionar essa questão pensamos em agregar uma sessão dentro do aplicativo de empregos mais utilizados e com maior banco de dados sobre as empresas atualmente: o Glassdoor.
 
(O conteúdo neste material foi elaborado sem o consentimento da empresa Glassdoor, ela foi escolhida por propósitos educacionais.)

Fizemos o rabiscoframe das telas a fim de construir nossa ideia inicial.

Em seguida construí o protótipo no Figma:

Seguimos o layout já existente e adicionamos a sessão para avaliação da empresa sobre a perspectiva de Presença Preta.

Onde o funcionário ou ex-funcionário poderá avaliar a empresa sob aspectos como:

  • A empresa oferece vagas exclusivas para pessoas negras ou pardas?
  • Os funcionários tem suas opiniões respeitadas independente de sua cor?
  • Há pessoas negras/pardas em cargos de chefia?
  • Conte uma experiência de orgulho de ser uma pessoa preta/parda trabalhando nessa empresa.
  • Gostaria de relatar algum caso de discriminação na empresa que você tenha presenciado?

E essas informações ficam disponíveis para busca de pessoas interessadas em trabalhar nessas empresas. Fizemos as telas de busca.

Conclusão

Com acesso a essas informações as pessoas podem escolher as empresas com mais representatividade para trabalhar, assim como as empresas avaliadas poderão melhorar suas políticas de diversidade afim de manter uma boa reputação no mercado.

Sobre o projeto:

Este estudo foi proposto pela escola Tera em seu bootcamp de UX Design ministrado entre agosto e outubro de 2021.

Grupo de trabalho: Ana Beatriz Pires, Cássia Soares, Patrícia Miranda e Rayane Félix.